terça-feira, 28 de setembro de 2010

A música e os Festivais asnos 60 e 70

O Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande - 2010 foi espetacular!

Artistas de primeira qualidade e músicos de todas as partes do Brasil prestigiaram a 14ª edição do evento na Vila do Abraão.
O feriadão de Corpus Christi movimentou ainda mais o festival, que este ano, aconteceu nos dias 03, 04, 05 e 06 de junho.

Veja a galeria de fotos!


Dia 03, quinta-feira, a galera jovem curtiu o melhor da música popular brasileira ao som de Nizio Lopes. O palco montado na praça da igreja São Sebastião recebeu vários artistas da região de Angra dos Reis em todos os dias do festival e o público, que antes ouvia funk e axé, pôde apreciar muito mais a nossa MPB.

O shows de Nízio Lopes, João Lucas, banda AR3, Sérgio Lopes, Banda Erva Doce, Camila Porto, Sotaque da Ilha e outros aconteceram nas tardes e no início das noites do festival, sempre com grande público.
Na noite de quinta quem brilhou foram os 15 concorrentes que se apresentaram no palco principal armado na praça Candido Mendes.
Músicas como "Pedra Rara", "Dejavu" e "O Velho Milongueiro" encantaram a plateia que acompanhava os shows.
Quem também acompanhou cada detalhe na performance dos candidatos foram os jurados Monica Avila, Alexandre Secato, Luis Pereque, Tiago Vivas e Manoela Marinho.


Logo a pós a apresentação das músicas concorrentes foi a vez de Daniel Cavalcanti subir no palco do 14º Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande.
Ele embalou o público até a madrugada cantando sucessos de grandes nomes da música popular brasileira.

Ouveram ainda, durante o dia, caminhadas guiadas, distribuição de sacolas para recolhimento do lixo e informações sobre reciclagem no ecoponto para os turistas e visitantes da Ilha Grande.

Cinema novo anos 60 e 70

1- O Cinema Novo Glauber Rocha - Presentation Transcript
2- “O MUNDO DO RIO NÃO É O MUNDO DA PONTE”
3- O cinema novo e a obra de Glauber Rocha
Cinema Novo foi um movimento do cinema brasileiro que durou de 1955 a 1971 e sofreu influência direta do Neo-realismo italiano e da Nouvelle Vague francesa. Os principais diretores deste período foram Cacá Diegues, Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Roberto Santos, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos que deu início ao movimento em 1955 com o filme Rio, 40 Graus. Neste trabalho, darei ênfase ao cineasta Glauber Rocha e as duas obras primas deste movimento: Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe.
4- Um dos filmes de maior impacto do Cinema Novo foi Terra em Transe , de Glauber Rocha durante o período de 1966/67. O coração do expectador dispara na cena de abertura quando ouvimos um cântico de candomblé que também fez parte da trilha sonora de Barravento – o primeiro longa-metragem de Glauber. A medida que o filme segue, as imagens de grande força confirmam a imprensão da realidade do país que estava prestes a se revelar. O jovem diretor baiano havia se tornado naquele momento um grande líder cultural. Depois de rodar Barravento, Glauber impressionou diretores e críticos europeus com Deus e o Diabo na Terra do Sol.
5- O Cinema Novo na primeira metade dos anos 60 se opunha ao tradicionalismo das produções da Vera Cruz, produtora criada pelo paulista Franco Zampari. Glauber liderou prática e teoricamente o movimento do Cinema Novo. Em seu livro Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, Glauber argumenta em favor da criação de um cinema superior, nascido da miséria brasileira como o neo-realismo nasceu da indigência das cidades italianas no imediato pós-guerra. O filme que marcou o movimento foi Deus e o Diabo na Terra do Sol que aborda o fanatismo religioso no nordeste brasileiro.
6- Em seguida veio Terra em Transe, outro marco do movimento e da obra de Glauber. Quando Terra em Transe estava sendo feito, a expectativa sobre o que o diretor faria após a obra prima Deus e o Diabo na Terra do Sol foi grande. O principal personagem de Terra em Transe é um poeta de esquerda que tinha uma visão amarga e realista da política e que vivia em conflito devido a sua ambição por justiça social. E como em outros filmes do Cinema Novo, trazia à tela uma outra visão de vida e do Brasil.
7- Sua obra foi extensa e entre seus registros foram realizados os seguintes filmes: Pátio (1959), Cruz na Praça (1959), Barravento (1961), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Amazonas Amazonas (1966), Maranhão (1966), Terra em Transe (1967), 1968 (1968), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969), O Leão de Sete Cabeças (1970), Cabeças Cortadas (1970), Câncer (1972), História do Brasil (1974), As Armas e o Povo (1975), Claro (1975), DI (1977), Jorjamado no Cinema (1977) e A Idade da Terra (1980).
8- Alunas: Isly e Débora 1º B

Cultura Brasileira anos 60 e 70 : Trevas e Luzes

ALMEIDA, Maria Hermínia Tavares e WEIS, Luiz, “Carro Zero e Pau-de Arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar.”, in SCHWARCZ, Lilia Moritz (org.). História da Vida Privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia da Letras, 1998, pp. 319-410.

BAHIANA, Ana Maria. Nada será como antes: MPB nos anos 70. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.

BARCELOS, Jalusa. CPC da UNE – uma história de paixão e consciência. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.

BOSI, Ecléa. Cultura de Massa e Cultura Popular: leituras operárias. Petrópolis: Vozes, 1986 (6o ed.)

BRITO, Ronaldo. As ideologias construtivas no ambiente cultural brasileiro. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 303-310.

BRITO, Ronaldo de. Neoconcretismo: Vértice e Ruptura do projeto construtivo brasileiro. Rio de Janeiro: FUNARTE/INAP, 1985.

CASTRO, Ruy. Chega de saudade: a história e as histórias da bossa nova. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

CONTIER, Arnaldo. “Edu Lobo e Carlos Lyra: o nacional e o popular na canção de protesto”. In: Revista Brasileira de História, v. 18 / n. 35, ANPUH/Humanitas, 1998, 13-52.

CORDEIRO, Waldemar; CHAROUX, Lothar et alli. Manifesto ruptura. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 69.

CORDEIRO, Waldemar. O objeto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 74-75.

COSTA, Armando; PONTES, Paulo; VIANNA FILHO, Oduvaldo; BOAL, Augusto. Opinião. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 57-59.

DE LEMOS, Tite. A guinada de José Celso. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso;

JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 45-50.

DE MORAIS, Pessoa. Tradição e Transformação no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

DIAS, Antonio et alli. Declaração de princípios básicos da vanguarda. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 149-150.

DUARTE, Paulo Sérgio. Modernos fora dos eixos. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 128-134.

DUARTE, Paulo Sérgio. Anos 60 – Transformação da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1998.

FÁVERO, Osmar (org.). Cultura Popular/Educação popular: memórias dos anos 60. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.

FICO, Carlos. Reinventado o otimismo. Ditadura, propaganda e imaginário social no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997.

GASPARI, Elio;HOLLANDA, Heloísa Buarque de; VENTURA, Zuenir. Cultura em trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000.

GOMES, Paulo Emílio Salles. A criação de uma consciência cinematográfica nacional. In:

ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 71-84.

GULLAR, Ferreira et alli. Manifesto neoconcreto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 80-84.

GULLAR, Ferreira. Teoria do Não-objeto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 85-94.

GULLAR, Ferreira. Vanguarda e Subdesenvolvimento – ensaios sôbre arte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.

GULLAR, Ferreira. Cultura Posta em questão. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963.

JABOR, Arnaldo. “Debaixo da Terra”. O Pasquim, n. 131, 4-10 de janeiro de 1972, pp.12-14.

KRAUSCHE, Valter. Música popular brasileira: da cultura de roda à música de massa. São Paulo: Brasiliense, 1983.

LEITE, Sebastião Uchoa. “Cultura popular: Esboço de uma resenha crítica” in: Revista Civilização Brasileira. Ano I – N. 4, setembro de 1965

MANIFESTO MÚSICA NOVA. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 33-35.

MARTINS, Carlos Estevam. Anteprojeto do Manifesto do CPC. In: ARANTES, Otilia;

FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 67-79.

MARTINS, Carlos Estevam. A questão da cultura popular. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1963

MEIRELES, Cildo. Inserções em circuitos ideológicos. In: MEIRELES, Cildo. Cildo Meireles. Rio de Janeiro: Funarte, 1981, p. 24.

MICELI, Sérgio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das letras, 2001.

MICELI, Sérgio. (org.) Estado e Cultura no Brasil. São Paulo: Difel, 1984.

MILLER, Sidney. “Os festivais no Panorama da Música Popular Brasileira” in: RCB Ano IV – N. 17, janeiro-fevereiro de 1967.

MOTA, Carlos Guilherme. Ideologia da Cultura Brasileira. São Paulo: Ática, 1977.

NAVES, Santuza Cambraia. “A canção crítica”. In: TRAVASSOS, Elizabeth (org.). A palavra cantada. Rio de Janeiro: Sete letras, 2000.

OITICICA, Hélio. Cor, tempo e estrutura. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 268-272.

OITICICA, Hélio. Situação da vanguarda no Brasil (propostas 66). In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 147-148.

OPINIÃO, Grupo. O teatro, que bicho deve dar? In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso;

JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 37-39.

ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e Identidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 1985.

PEDROSA, Mário. Arte ambiental, arte pós-moderna, Hélio Oiticica. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 143-145.

PEDROSA, Mário. Do porco empalhado ou os critérios da crítica. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 207-210.

POERNER, Arthur José. O poder jovem: história da participação política dos estudantes brasileiros. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

“Que caminho seguir na música popular brasileira”. Mesa Redonda publicada na Revista Civilização Brasileira n°7, edição de maio de 1966.

RICARDO, Sérgio. Quem quebrou meu violão. Rio de Janeiro: Record, 1991.

RISÉRIO, Antônio. Caymmi: uma utopia de lugar. São Paulo: Perspectiva: Copene, 1993.

ROCHA, Glauber. “Estética da Fome”. In: Revista Civilização Brasileira, n°3, Julho de 1965.

ROCHA, Glauber. Revolução do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

RODRIGUES, Nelson. O Remador de Ben-Hur – confissões culturais. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1996.

RODRIGUES, Nelson. A Cabra Vadia – novas confissões. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1996.

SANFELICE, José Luís. Movimento Estudantil: a UNE na resistência do golpe de 64. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1986.

SCHWARTZ, Jorge e SOSNOWSKI, Saúl (org.) Brasil: o trânsito da memória. São Paulo: EdUSP, 1996.

SEVERIANO, Jairo e HOMEM DE MELLO, Zuza. A Canção no Tempo – 85 anos de músicas brasileiras vol. 2 (1958-1985). São Paulo: Ed. 34, 1998.

SGANZERLA, Rogério. O bandido da luz vermelha. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 18-19.

SOUZA, Tárik de. O som nosso de cada dia. Porto Alegre: LP&M, 1983.

TATIT, Luiz. O cancionista: composição de canções no Brasil. São Paulo: Edusp, 1996.

TELLES, José. Do frevo ao manguebeat. São Paulo: Editora 34, 2000.

TINHORÃO, José Ramos. História Social da Música Popular Brasileira. São Paulo: Ed. 34, 1997.

TINHORÃO, José Ramos. Música Popular: um tema em debate. São Paulo: Ed. 34, 1997

TINHORÃO, José Ramos. Pequena História da Música Popular Brasileira (da modinha à canção de protesto). Petrópolis: Vozes, 1974.

TOLEDO, Caio Navarro. ISEB: fábrica de ideologias. São Paulo: Ática, 1982.

VENTURA, Zuenir. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1988.

VIANY, Alex. O velho e o novo. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 56-69.

Orações Reduzidas

Orações Reduzidas :

São denominadas orações reduzidas aquelas que apresentam o verbo numa das formas nominais, ou seja, infinitivo, gerúndio e particípio.
As orações reduzidas de formas nominais podem, em geral, ser desenvolvidas em orações subordinadas. Essas orações são classificadas como as desenvolvidas correspondentes.
As orações reduzidas não são introduzidas por conectivo.
No caso de se fazer uso de locução verbal, o auxiliar indica se se trata de oração reduzida ou não. Na frase:

Tendo de ausentar-se, declarou vacante seu cargo.

Temos aqui uma oração reduzida de gerúndio. Portanto, é condição para que a oração seja reduzida que o auxiliar se encontre representado por uma forma nominal.

Exemplos de orações reduzidas de infinitivo:

Substantivas subjetivas: são aquelas que exercem a função de sujeito do verbo de outra oração. Exemplos:

Não convém agires assim
É certo ter ocorrido uma disputa de desinteressados.
Urge partires imediatamente.

Substantivas objetivas diretas: são aquelas que exercem a função de objeto direto. Exemplos:

Ordenou saírem todos logo.
Respondeu estarem fechadas as matrículas.
As crianças fazem rir seus rivais.
O professor assegurou serem os exames para avaliar e não para derrotar os alunos.
Peça-lhes fazer silêncio.

Substantivas objetivas indiretas: são aquelas que funcionam como objeto indireto da oração principal. Exemplo:

Aconselho-te a sair imediatamente.

Substantivas predicativas: são aquelas que funcionam como adjetivo da oração principal. Exemplos:

O importante é não se deixar corromper pela desonestidade.
Seu desejo era adquirir um automóvel.

Substantivas completivas nominais: são aquelas que funcionam como complemento de um nome da oração principal. Exemplos:

Maíra estava disposta a sair da casa.
Tinha o desejo de espalhar os fatos verdadeiros.

Substantivas apositivas: são aquelas que funcionam como aposto da oração principal. Exemplos:

Fez uma proposta a sua companheira: viajarem pelo interior, no fim do ano.
Recomedou-lhe dois procedimentos: ler e refletir exaustivamente a obra de Manuel Bandeira.

Adverbiais: são aquelas que funcionam como adjunto adverbial da oração principal. Exemplos:

Chegou para poder colaborar. (final)
Alegraram-se ao receberem os campeões. (temporal)
Não obstante ser ainda jovem, conquistou posições invejáveis. (concessivas)
Não poderá voltar ao trabalho sem me avisar com antecedência. (condicional)
Não compareceu por se encontrar doente. (causal)
É alegre de fazer inveja. (consecutiva)

Adjetivas: são aquelas que funcionam como adjetivo da oração principal. Exemplos:

O aluno não era de deixar de ler suas redações.

Exemplos de orações reduzidas de gerúndio:

Subordinadas adjetivas: Parei um instante e vi o professor admoestando o garoto.

Adverbiais:

Retornando de férias, volte ao trabalho. (temporal)
João Batista, ainda trajando à moda antiga, apresentava-lhe galhardamente. (concessiva)
Querendo, você conseguirá obter resultados positivos nos exames. (condicional)
Desconfiando de suas palavras, dispensei-o. (causal)
Xavier, ilustre comerciante, enriqueceu-se vendendo carros. (modal ou conformativa)

Exemplos de orações reduzidas de particípio:

Subordinada adjetiva:

As notícias apresentadas pelo Canal X são superficiais.

Adverbiais:

Terminada a aula, os alunos retiraram-se da classe. (temporal)
Reconhecido seu direito, teriam tido outro comportamento. (condicional)
Acossado pela política, não se entregou. (concessiva)
Quebradas as pernas, não pôde correr. (causal)

Orações Reduzidas

Orações Reduzidas :

São denominadas orações reduzidas aquelas que apresentam o verbo numa das formas nominais, ou seja, infinitivo, gerúndio e particípio.
As orações reduzidas de formas nominais podem, em geral, ser desenvolvidas em orações subordinadas. Essas orações são classificadas como as desenvolvidas correspondentes.
As orações reduzidas não são introduzidas por conectivo.
No caso de se fazer uso de locução verbal, o auxiliar indica se se trata de oração reduzida ou não. Na frase:

Tendo de ausentar-se, declarou vacante seu cargo.

Temos aqui uma oração reduzida de gerúndio. Portanto, é condição para que a oração seja reduzida que o auxiliar se encontre representado por uma forma nominal.

Exemplos de orações reduzidas de infinitivo:

Substantivas subjetivas: são aquelas que exercem a função de sujeito do verbo de outra oração. Exemplos:

Não convém agires assim
É certo ter ocorrido uma disputa de desinteressados.
Urge partires imediatamente.

Substantivas objetivas diretas: são aquelas que exercem a função de objeto direto. Exemplos:

Ordenou saírem todos logo.
Respondeu estarem fechadas as matrículas.
As crianças fazem rir seus rivais.
O professor assegurou serem os exames para avaliar e não para derrotar os alunos.
Peça-lhes fazer silêncio.

Substantivas objetivas indiretas: são aquelas que funcionam como objeto indireto da oração principal. Exemplo:

Aconselho-te a sair imediatamente.

Substantivas predicativas: são aquelas que funcionam como adjetivo da oração principal. Exemplos:

O importante é não se deixar corromper pela desonestidade.
Seu desejo era adquirir um automóvel.

Substantivas completivas nominais: são aquelas que funcionam como complemento de um nome da oração principal. Exemplos:

Maíra estava disposta a sair da casa.
Tinha o desejo de espalhar os fatos verdadeiros.

Substantivas apositivas: são aquelas que funcionam como aposto da oração principal. Exemplos:

Fez uma proposta a sua companheira: viajarem pelo interior, no fim do ano.
Recomedou-lhe dois procedimentos: ler e refletir exaustivamente a obra de Manuel Bandeira.

Adverbiais: são aquelas que funcionam como adjunto adverbial da oração principal. Exemplos:

Chegou para poder colaborar. (final)
Alegraram-se ao receberem os campeões. (temporal)
Não obstante ser ainda jovem, conquistou posições invejáveis. (concessivas)
Não poderá voltar ao trabalho sem me avisar com antecedência. (condicional)
Não compareceu por se encontrar doente. (causal)
É alegre de fazer inveja. (consecutiva)

Adjetivas: são aquelas que funcionam como adjetivo da oração principal. Exemplos:

O aluno não era de deixar de ler suas redações.

Exemplos de orações reduzidas de gerúndio:

Subordinadas adjetivas: Parei um instante e vi o professor admoestando o garoto.

Adverbiais:

Retornando de férias, volte ao trabalho. (temporal)
João Batista, ainda trajando à moda antiga, apresentava-lhe galhardamente. (concessiva)
Querendo, você conseguirá obter resultados positivos nos exames. (condicional)
Desconfiando de suas palavras, dispensei-o. (causal)
Xavier, ilustre comerciante, enriqueceu-se vendendo carros. (modal ou conformativa)

Exemplos de orações reduzidas de particípio:

Subordinada adjetiva:

As notícias apresentadas pelo Canal X são superficiais.

Adverbiais:

Terminada a aula, os alunos retiraram-se da classe. (temporal)
Reconhecido seu direito, teriam tido outro comportamento. (condicional)
Acossado pela política, não se entregou. (concessiva)
Quebradas as pernas, não pôde correr. (causal)

Oração Subordinada Adverbial

Uma oração é considerada SUBORDINADA ADVERBIAL quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal.
As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.

- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal.
As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.

- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.

- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.

- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.

- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).

- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.

- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.

- proporcionais: expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar.

Algumas orações subordinadas adverbiais podem apresentar-se na forma reduzida, com o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. São:

- causais: Impedido de entrar, ficou irado.
- concessivas: Ministrou duas aulas, mesmo estando doente.
- condicionais: Não faça o exercício sem reler a proposta.
- consecutivas: Não podia olhar a foto sem chorar.
- finais: Vestiu-se de preto para chamar a minha atenção.
- temporais: Terminando a leitura, passe-me o texto.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O governo de João GouLart

João Belchior Marques Goulart, ou simplesmente Jango, como era conhecido, governou o país de setembro de 1961 a março de 1964. Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul. Entrou para a política com o apoio de seu conterrâneo e amigo particular, Getúlio Vargas.

Seu primeiro cargo público foi como Deputado Federal, em 1950. Logo depois foi Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio no segundo governo de Vargas. Como Ministro, ele concedeu muitos benefícios aos trabalhadores, inclusive aumentou o salário mínimo em 100%, fato que provocou sua renúncia, pois desagradou a muitos empresários.

Jango venceu duas eleições como Vice-presidente da República, sempre pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). A primeira vitória foi como segundo de Juscelino Kubitschek, em 1955. Após cinco anos, foi eleito vice de Jânio Quadros.

Parlamentarismo

Com a renúncia do Presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, João Goulart deveria assumir o governo. Mas partidos da oposição, como a UDN (União Democrática Nacional) e os militares tentaram impedir a sua posse. Nesta ocasião, Jango, que era tido como simpatizante do comunismo, estava em visita oficial à China (país comunista).

O Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, cunhado de Jango, encabeçou a chamada Campanha da Legalidade, a fim de garantir o direito previsto na Constituição de 1946 de que na falta do Presidente, assume o candidato eleito a vice.

Brizola foi às rádios conclamando a população para que se manifestasse a favor de Jango. Ele conseguiu o apoio do Comando Militar do Rio Grande do Sul e também de líderes sindicais, de movimentos estudantis e de intelectuais.

A solução encontrada pelo Congresso Nacional foi instaurar o sistema Parlamentarista, no qual o poder do Presidente fica limitado. Ele indica, mas pouco interfere nas ações dos Ministros. No dia 07 de setembro de 1961 Jango tomou posse. O Primeiro Ministro indicado foi Tancredo Neves, do PSD (Partido Social Democrata) mineiro.

Em janeiro de 1963 houve um plebiscito (consulta popular), para que se decide sim ou não pela continuidade do Parlamentarismo. Com 82% dos votos, o povo optou pelo fim deste sistema de governo e pela volta do Presidencialismo.

Plano econômico

Jango adotou uma política econômica conservadora. Procurou diminuir a participação de empresas estrangeiras em setores estratégicos da economia, instituiu um limite para a remessa de lucros das empresas internacionais e seguiu as orientações do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Contudo, o Presidente sempre foi maleável com relação às reivindicações sociais. Em Julho de 1962, os trabalhadores organizaram o CGG (Comando Geral de Greve), convocando uma greve geral. Conquistaram com este movimento um antigo sonho dos funcionários: o 13º salário.

Com o fim do Parlamentarismo, restavam ainda três anos de mandato para João Goulart. Elaborado pelo economista Celso Furtado, o Presidente lançou o Plano Trienal, que previa geração de emprego, diminuição da inflação, entre outras medidas para pôr fim à crise econômica. Porém, o plano não atingiu os resultados esperados.

Reformas de base

Jango acreditava que só através das chamadas reformas de base é que a economia voltaria a crescer e diminuiria as desigualdades sociais. Estas medidas incluíam as reformas agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional.

Em um grande comício organizado na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, Jango anunciou a mais de 300 mil pessoas que daria início as reformas e livraria o país do caos em que estava vivendo.

Este comício, entretanto, foi mais um motivo para que a oposição o acusasse de comunista. A partir daí houve uma mobilização social anti Jango.

O Golpe Militar

A classe média assustada deu apoio aos militares. Alguns dias depois do comício, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, com o objetivo de dar apoio aos golpistas.

No dia 31 de março de 1964, os militares se reuniram e tomaram o poder, com apoio dos Estados Unidos.

Jango não resistiu. Deixou o governo e se refugiou no Rio Grande do Sul. De lá, foi para o exílio no Uruguai e na Argentina, onde morreu aos 57 anos, vítima de um infarto.